quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Desprendimento: Que virtude é essa?

Desprender-se é a atitude de desistir de algo, desligar-se, desapegar-se. E, por mais paradoxal que possa parecer, esta é uma postura fundamental para alcançarmos algo que desejamos muito, ou seja, para que eu consiga realizar meus desejos devo desprender-me deles, abandoná-los e entregar-me ao desconhecido.Este exercício é bastante difícil visto que a maioria de nossos desejos está relacionada ao nosso passado recente ou ao mais distante. E o desprendimento exige de nós uma entrega total ao futuro e à incerteza que ele carrega.Entretanto, se conseguirmos realizar essa mudança, estaremos entrando no campo das infinitas possibilidades e, consequentemente, na esfera do espírito criativo universal.

O direcionamento destas duas posturas, a do apego e a do desprendimento, é determinado pela energia que governa nossas vidas: a primeira é motivada pelo ego e a segunda por nosso Eu Divino, aquele que conhece toda a potencialidade existente no Universo e os meios para alcançá-la.É fundamental que tenhamos claro o seguinte: desprender-se não significa desistir de nossas intenções ou daquilo que desejamos. Devemos, isto sim, desprendermos de nossa ligação obsessiva com o resultado esperado. É esta obsessão que afasta de nós o alcance do desejo.

O fato é que o desprendimento se baseia em algo essencial que é a fé inquestionável, a certeza de que o Universo nos trará aquilo que desejamos desde que nosso desejo esteja em consonância com as leis divinas e nosso projeto evolutivo.Visto que a maior parte de nossos desejos são direcionados para bens materiais, que se constituem em símbolos de poder muito valorizados pela sociedade, temos grande possibilidade de ver frustradas nossas expectativas, já que os objetos de desejo material são prontamente substituídos por outros assim que os conquistamos. A vida se torna, então, uma busca incessante pela satisfação imediata de desejos vazios de significado.

Missão Social da Vida Religiosa


Vai decorrer e Fátima, na Casa de Nossa Senhora das Dores, de 8 a 9 de Maio, a 4ª Assembleia Geral da CIRP. Será um tempo de celebração, de avaliação e programação das atividades, de reflexão.O primeiro dia será dedicado à reflexão sobre a “MISSÃO SOCIAL DA VIDA RELIGIOSA”. Iniciar-se-á com uma conferência do Padre Amadeu Pinto (jesuíta, Director do Colégio São João de Brito) sobre “Justiça Social e Caridade na Vida Religiosa”.Rui Marques (Alto Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas – ACIME) abordará a “realidade do tráfico de pessoas em Portugal e o seu novo enquadramento legal”.Seguir-se-á um painel, em que vários membros da CIRP testemunharão “respostas de Caridade da Vida Religiosa nalguns contextos sociais”: internato de Crianças e Jovens em risco, inserção em Bairros Sociais, vida nas cadeias, realidade atual dos Imigrantes, apoio às vítimas de tráfico de Pessoas e da Prostituição. Todos os membros da CIRP terão oportunidade de partilhar o que se faz em cada Instituto a nível da ação social e as dificuldades encontradas.

Procuraremos ainda refletir sobre algumas propostas para implementar actividades sociais com mais qualidade, quer ao nível dos próprios Institutos ou Sociedades de Vida Apostólica, quer ao nível conjunto da CIRP. A nova Comissão da CIRP, “Comissão para Apoio às Vítimas do Tráfico de Pessoas”, apresentará igualmente alguns elementos sobre o seu trabalho.O dia terminará com a apresentação das “linhas de orientação da Igreja em Portugal para a Pastoral Social”, a cargo de D. José Francisco Alves, Bispo de Portalegre-Castelo Branco e Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.O segundo dia será dedicado a assuntos específicos da vida da CIRP. Pe. Manuel Joaquim Gomes Barbosa, scj Presidente da CIRP

Mito da Caverna


Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.
Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.
Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O Grito Dos Excluídos


Grito dos Excluídos sai às ruas por um novo modelo econômico. Manifestações em todo o país, neste dia 7 de setembro, devem reunir movimentos sociais representantes dos setores mais excluídos para denunciar mazelas da política econômica. Segundo Helena Hirata, especialista em relações de trabalho, problemas poderiam ser combatidos se houvesse priorização política.

Pelo 11º ano consecutivo, movimentos sociais e Igreja Católica promovem, neste dia 7 de setembro, o Grito dos Excluídos, uma manifestação multifacetada que deve englobar protestos em mais de 20 estados.

Em São Paulo, centro gestor do Grito, uma articulação composta por movimentos de moradia, catadores de materiais recicláveis, trabalhadores desempregados, pastorais sociais da Igreja, CNBB, MST e CUT, entre outros, organiza a atividade, que começou com uma marcha de desempregados nos dias 5 e 6, e no dia 7 se estende até o final da tarde, com uma concentração com missa na Praça da Sé pela manhã, seguida de uma passeata rumo ao monumento do Ipiranga, local da grande manifestação. Paralelamente, também deve ocorrer a 18a Romaria dos Trabalhadores à Aparecida do Norte. Desde que foi criado em 1995, o Grito dos Excluídos cresceu em participação e visibilidade, chegando agora a concorrer em pé de igualdade com as atividades cívicas e militares em homenagem ao dia da independência do Brasil, avaliam os organizadores.

Em 2004, o Grito aconteceu em mais de 150 cidades brasileiras. Para este ano, as estimativas relativas às atividades em São Paulo prevêem mais de 10 mil pessoas, além dos cerca de 150 mil romeiros que seguirão para Aparecida.
Mais do que uma comemoração, portanto, 7 de setembro passou a ser a data propícia para alertar o país sobre a “escravidão social” da exclusão. O lema do Grito, “Brasil, em nossas mãos a mudança”, e suas bandeiras – a construção de “um novo modelo econômico que crie empregos, distribua renda e que privilegie os investimentos públicos nas áreas sociais; de um programa emergencial para a superação da miséria, da pobreza e o combate da desigualdade social; de uma reforma política profunda e radical que devolva ao povo o direito de decidir sobre todas as questões estratégicas de nosso país; e, em relação à soberania nacional, a aplicação de políticas que garantam os interesses do povo brasileiro sobre nossa economia, território, riquezas, biodiversidade, empresas públicas, Banco Central, água, sementes, petróleo, gás e a política externa” -, seguem uma lógica própria: por um lado, ao tomar as ruas e gritar suas demandas, dar visibilidade às mazelas da exclusão.

Por outro, mesmo diante de ouvidos moucos por parte dos governantes, apostar na força transformadora das organizações de base, explicam os organizadores.

O Que É, O Que É? - Gonzaguinha

Composição: Gonzaguinha

Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...

E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...

E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...

Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O Valor da Amizade

Em todas as sociedades, a amizade tem sido considerada um valor essencial, pois todos nós precisamos de alguém em que possamos confiar, confidenciar problemas e partilhar alegrias e tristeza. Amigo é aquele que se preocupa com a felicidade do outro, com sua saúde, com sua realização, que nunca trai a confiança e sempre está por perto, tanto na alegria e na dor. Amigo alegra-se conosco, sofre conosco e sabe perdoar. Ás vezes, as pessoas confundem as coisas, achando que amigos são aqueles que com elas saem para passear e se divertir, mas quando chega a hora de uma necessidade, a gente vê que nem sempre os companheiros de farra são os que estão ao nosso lado.

Amizade entre familiares

As pessoas separam família e amigos, acham que são coisas totalmente diferentes, mas não é verdade. Pais, irmãos, avós e professores podem ser grandes amigos. Pois uma das maiores felicidades é quando conseguimos ter uma amizade íntima com quem convivemos. Significa ter confiança para trocar confidências, conversar sobre os assuntos que nos afligem e nos alegram. Mas se os mais velhos só sabem gritar e punir, fica difícil o filho ou o aluno se abrir e confiar. Mas o adolescente e o jovem também podem tentar um diálogo amistoso para criar uma relação de confiança e carinho.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

As virtudes cristãs

- Três virtudes irmãs
Essas virtudes são chamadas de teologais pelos os filósofos cristãos, pois elas se relacionam com Deus. A fé, a esperança, a caridade são virtudes enfatizadas pelos os cristão. O ser humano tem fé em Deus e espera o melhor, pois ele acredita que Deus é bom e justo. Ele pratica a caridade para com o próximo, pois o vê como seu irmão.

- A fé sem adjetivos
A fé não pertence somente aos que acreditam em Jesus. Ela é ampla e profunda, antiga e de todos os povos, de cada ser humano em particular. Fé em sentido geral é a crença em algo além de nós mesmos, uma força superior que nos guia e nos protege.

- A esperança imortal
Para os cristão a esperança é permanente porque sempre é possível confiar na justiça e na bondades de Deus. E é também uma virtude do dia-a-dia: ser otimista em relação a vida, àqueles a quem se ama e aos nossos problemas.

-A maior das três
A caridade é a maior de todas as virtudes porque ela representa amor ao próximo. Ter caridade é ter paciência, é tratar o outro dentro da lei do amor porque Deus é amor, e, se temos fé nele devemos agir de modo a deixar que seu amor aja em nós.