RIO DE JANEIRO - Edson Luiz Lima Souto, morto pela ditadura militar no dia 28 de março de 1968, será homenageado em uma escultura que foi inaugurado na praça Ana Amélia, centro do Rio de Janeiro.
A morte de Edson Luiz Lima Souto é considerada um marco histórico das mobilizações estudantis de 1968. Aos 18 anos foi morto com um tiro no peito, disparado à queima-roupa por um tenente da PM, no restaurante Calabouço.
Os colegas de Edson não permitiram que o corpo fosse levado ao IML, conduzindo-o a Assembléia Legislativa em passeata. Lá, sob o cerco de polícias civis e militares, foi realizada a autópsia e aconteceu o velório.
Nascido em Belém do Pará, Edson era de uma família pobre. Matriculou-se no Instituto Cooperativo de Ensino nas proximidades da Secretaria de Economia do Estado. Conforme entrevistas concedidas à Revista Fatos e Fotos por integrantes da Frente Unida dos Estudantes do Calabouço, o garoto nâo era um líder estudantil, mas colaborava colando jornais murais e dando recados, segundo colegas.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Ser Professor...

Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta.
Enquanto professores...
Somos mágicos,ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal. Somos atores, somos atrizes,que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances.
Somos médicos,ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família,pela carência de tempo de viver a própria infância.
Somos psicólogos,ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura,que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer. Somos faxineiros,ao tentarmos lavar a alma dos pequenos,das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heróicos ao mesmo tempo. Somos arquitetos,ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados.
É só parar para pensar que talvez seja possível encontrar em cada profissão existente um traço de nós professores. Contudo, ser professor, ser professora é ser único, pois a docência está em tudo, passa por todos, é a profissão mais difícil, mas a mais necessária.
Ser professor é ser essência,não sabemos as respostas. Estamos sempre tentando, ás vezes acertamos, outras erramos, sempre mediamos. Ser professor é ser emoção. Cada dia um desafio. Cada aluno uma lição. Cada plano um crescimento. Ser professor é perseverar, pois, diante a tantas lamurias “não sei o que aqui faço, por que aqui fico?” fica a certeza de que... Educar parece latente, é obstinação. Ser professor é peculiar, pulsa firme em nossas veias, professor ama e odeia seu ofício de ensinar ofício que arde e queima parece mágica, ou mesmo feitiço. Na verdade, não larga essa luta que é de muitos. O segredo está em seus alunos, na sua sala de aula, na alegria de ensinara realização que vem da alma e não se pode explicar. Não basta ser bom... tem que gostar.
Enquanto professores...
Somos mágicos,ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal. Somos atores, somos atrizes,que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances.
Somos médicos,ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família,pela carência de tempo de viver a própria infância.
Somos psicólogos,ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura,que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer. Somos faxineiros,ao tentarmos lavar a alma dos pequenos,das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heróicos ao mesmo tempo. Somos arquitetos,ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados.
É só parar para pensar que talvez seja possível encontrar em cada profissão existente um traço de nós professores. Contudo, ser professor, ser professora é ser único, pois a docência está em tudo, passa por todos, é a profissão mais difícil, mas a mais necessária.
Ser professor é ser essência,não sabemos as respostas. Estamos sempre tentando, ás vezes acertamos, outras erramos, sempre mediamos. Ser professor é ser emoção. Cada dia um desafio. Cada aluno uma lição. Cada plano um crescimento. Ser professor é perseverar, pois, diante a tantas lamurias “não sei o que aqui faço, por que aqui fico?” fica a certeza de que... Educar parece latente, é obstinação. Ser professor é peculiar, pulsa firme em nossas veias, professor ama e odeia seu ofício de ensinar ofício que arde e queima parece mágica, ou mesmo feitiço. Na verdade, não larga essa luta que é de muitos. O segredo está em seus alunos, na sua sala de aula, na alegria de ensinara realização que vem da alma e não se pode explicar. Não basta ser bom... tem que gostar.
Desprendimento: Que virtude é essa?
Desprender-se é a atitude de desistir de algo, desligar-se, desapegar-se. E, por mais paradoxal que possa parecer, esta é uma postura fundamental para alcançarmos algo que desejamos muito, ou seja, para que eu consiga realizar meus desejos devo desprender-me deles, abandoná-los e entregar-me ao desconhecido.Este exercício é bastante difícil visto que a maioria de nossos desejos está relacionada ao nosso passado recente ou ao mais distante. E o desprendimento exige de nós uma entrega total ao futuro e à incerteza que ele carrega.Entretanto, se conseguirmos realizar essa mudança, estaremos entrando no campo das infinitas possibilidades e, consequentemente, na esfera do espírito criativo universal.
O direcionamento destas duas posturas, a do apego e a do desprendimento, é determinado pela energia que governa nossas vidas: a primeira é motivada pelo ego e a segunda por nosso Eu Divino, aquele que conhece toda a potencialidade existente no Universo e os meios para alcançá-la.É fundamental que tenhamos claro o seguinte: desprender-se não significa desistir de nossas intenções ou daquilo que desejamos. Devemos, isto sim, desprendermos de nossa ligação obsessiva com o resultado esperado. É esta obsessão que afasta de nós o alcance do desejo.
O fato é que o desprendimento se baseia em algo essencial que é a fé inquestionável, a certeza de que o Universo nos trará aquilo que desejamos desde que nosso desejo esteja em consonância com as leis divinas e nosso projeto evolutivo.Visto que a maior parte de nossos desejos são direcionados para bens materiais, que se constituem em símbolos de poder muito valorizados pela sociedade, temos grande possibilidade de ver frustradas nossas expectativas, já que os objetos de desejo material são prontamente substituídos por outros assim que os conquistamos. A vida se torna, então, uma busca incessante pela satisfação imediata de desejos vazios de significado.
O direcionamento destas duas posturas, a do apego e a do desprendimento, é determinado pela energia que governa nossas vidas: a primeira é motivada pelo ego e a segunda por nosso Eu Divino, aquele que conhece toda a potencialidade existente no Universo e os meios para alcançá-la.É fundamental que tenhamos claro o seguinte: desprender-se não significa desistir de nossas intenções ou daquilo que desejamos. Devemos, isto sim, desprendermos de nossa ligação obsessiva com o resultado esperado. É esta obsessão que afasta de nós o alcance do desejo.
O fato é que o desprendimento se baseia em algo essencial que é a fé inquestionável, a certeza de que o Universo nos trará aquilo que desejamos desde que nosso desejo esteja em consonância com as leis divinas e nosso projeto evolutivo.Visto que a maior parte de nossos desejos são direcionados para bens materiais, que se constituem em símbolos de poder muito valorizados pela sociedade, temos grande possibilidade de ver frustradas nossas expectativas, já que os objetos de desejo material são prontamente substituídos por outros assim que os conquistamos. A vida se torna, então, uma busca incessante pela satisfação imediata de desejos vazios de significado.
Missão Social da Vida Religiosa

Vai decorrer e Fátima, na Casa de Nossa Senhora das Dores, de 8 a 9 de Maio, a 4ª Assembleia Geral da CIRP. Será um tempo de celebração, de avaliação e programação das atividades, de reflexão.O primeiro dia será dedicado à reflexão sobre a “MISSÃO SOCIAL DA VIDA RELIGIOSA”. Iniciar-se-á com uma conferência do Padre Amadeu Pinto (jesuíta, Director do Colégio São João de Brito) sobre “Justiça Social e Caridade na Vida Religiosa”.Rui Marques (Alto Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas – ACIME) abordará a “realidade do tráfico de pessoas em Portugal e o seu novo enquadramento legal”.Seguir-se-á um painel, em que vários membros da CIRP testemunharão “respostas de Caridade da Vida Religiosa nalguns contextos sociais”: internato de Crianças e Jovens em risco, inserção em Bairros Sociais, vida nas cadeias, realidade atual dos Imigrantes, apoio às vítimas de tráfico de Pessoas e da Prostituição. Todos os membros da CIRP terão oportunidade de partilhar o que se faz em cada Instituto a nível da ação social e as dificuldades encontradas.
Procuraremos ainda refletir sobre algumas propostas para implementar actividades sociais com mais qualidade, quer ao nível dos próprios Institutos ou Sociedades de Vida Apostólica, quer ao nível conjunto da CIRP. A nova Comissão da CIRP, “Comissão para Apoio às Vítimas do Tráfico de Pessoas”, apresentará igualmente alguns elementos sobre o seu trabalho.O dia terminará com a apresentação das “linhas de orientação da Igreja em Portugal para a Pastoral Social”, a cargo de D. José Francisco Alves, Bispo de Portalegre-Castelo Branco e Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.O segundo dia será dedicado a assuntos específicos da vida da CIRP. Pe. Manuel Joaquim Gomes Barbosa, scj Presidente da CIRP
Procuraremos ainda refletir sobre algumas propostas para implementar actividades sociais com mais qualidade, quer ao nível dos próprios Institutos ou Sociedades de Vida Apostólica, quer ao nível conjunto da CIRP. A nova Comissão da CIRP, “Comissão para Apoio às Vítimas do Tráfico de Pessoas”, apresentará igualmente alguns elementos sobre o seu trabalho.O dia terminará com a apresentação das “linhas de orientação da Igreja em Portugal para a Pastoral Social”, a cargo de D. José Francisco Alves, Bispo de Portalegre-Castelo Branco e Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.O segundo dia será dedicado a assuntos específicos da vida da CIRP. Pe. Manuel Joaquim Gomes Barbosa, scj Presidente da CIRP
Mito da Caverna

Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.
Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.
Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.
Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.
Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.
Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
O Grito Dos Excluídos

Grito dos Excluídos sai às ruas por um novo modelo econômico. Manifestações em todo o país, neste dia 7 de setembro, devem reunir movimentos sociais representantes dos setores mais excluídos para denunciar mazelas da política econômica. Segundo Helena Hirata, especialista em relações de trabalho, problemas poderiam ser combatidos se houvesse priorização política.
Pelo 11º ano consecutivo, movimentos sociais e Igreja Católica promovem, neste dia 7 de setembro, o Grito dos Excluídos, uma manifestação multifacetada que deve englobar protestos em mais de 20 estados.
Em São Paulo, centro gestor do Grito, uma articulação composta por movimentos de moradia, catadores de materiais recicláveis, trabalhadores desempregados, pastorais sociais da Igreja, CNBB, MST e CUT, entre outros, organiza a atividade, que começou com uma marcha de desempregados nos dias 5 e 6, e no dia 7 se estende até o final da tarde, com uma concentração com missa na Praça da Sé pela manhã, seguida de uma passeata rumo ao monumento do Ipiranga, local da grande manifestação. Paralelamente, também deve ocorrer a 18a Romaria dos Trabalhadores à Aparecida do Norte. Desde que foi criado em 1995, o Grito dos Excluídos cresceu em participação e visibilidade, chegando agora a concorrer em pé de igualdade com as atividades cívicas e militares em homenagem ao dia da independência do Brasil, avaliam os organizadores.
Em 2004, o Grito aconteceu em mais de 150 cidades brasileiras. Para este ano, as estimativas relativas às atividades em São Paulo prevêem mais de 10 mil pessoas, além dos cerca de 150 mil romeiros que seguirão para Aparecida.
Mais do que uma comemoração, portanto, 7 de setembro passou a ser a data propícia para alertar o país sobre a “escravidão social” da exclusão. O lema do Grito, “Brasil, em nossas mãos a mudança”, e suas bandeiras – a construção de “um novo modelo econômico que crie empregos, distribua renda e que privilegie os investimentos públicos nas áreas sociais; de um programa emergencial para a superação da miséria, da pobreza e o combate da desigualdade social; de uma reforma política profunda e radical que devolva ao povo o direito de decidir sobre todas as questões estratégicas de nosso país; e, em relação à soberania nacional, a aplicação de políticas que garantam os interesses do povo brasileiro sobre nossa economia, território, riquezas, biodiversidade, empresas públicas, Banco Central, água, sementes, petróleo, gás e a política externa” -, seguem uma lógica própria: por um lado, ao tomar as ruas e gritar suas demandas, dar visibilidade às mazelas da exclusão.
Por outro, mesmo diante de ouvidos moucos por parte dos governantes, apostar na força transformadora das organizações de base, explicam os organizadores.
O Que É, O Que É? - Gonzaguinha
Composição: Gonzaguinha
Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...
E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...
E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...
Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...
E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...
E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...
Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
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